Ora bem, após um dia de estadia em Maputo nem sei bem o que dizer....
Primeiro, depois de chegar da viagem de avião, ao passar pelo controle de entrada, estava a ver que não me deixavam passar por causa da viagem de regresso ser posterior à data de permanência do visto. Lá fizeram o jeito.
O meu irmão e o Hugo já tinham passado e quando chego ao pé deles já tinham um amigo moçambicano a carregar as malas num carrinho. Disseram que não era preciso mas já lá estavam as minhas malas e então deixei-o acompanhar-nos. Estávamos numa fila muito grande para passar o controlo das malas e foi então de repente que ele começou a zarpar e passou à frente de todos. Hehehehe, porreiro.
Lá tinha eu de lhe dar algum dinheiro, mas logo depois de tirar as malas do scan apareceu um fiscal que me perguntou o que levava na mala. Nada de especial disse eu, ele apontou para um placar a perguntar se tinha algo daquilo, enchidos, bebidas e já não sei mais o quê. Toca de abrir para ver. Ok, passa.
Como não tinha ainda meticais lá tive de dar as moedas que tinha no bolso, 2 euros e ele ainda dizia que era pouco.
O Grilo, o Pedro Moita e o Paulo estavam à nossa espera e com uma novidade espectacular. A rua 24 de Julho, onde se situa o nosso apartamento estava às escuras.
Desde a saida do aeroporto até aos carros, os moçambicanos não nos largavam para levar os carrinhos. Sempre pressionantes mas amistosos.
Durante o caminho até à avenida estava tudo às escuras. Indicaram-nos onde se podia tomar o pequeno almoço perto do apartamento e deixaram algum dinheiro para as primeiras despesas. Ok, tudo bem até agora.
Telefones, carros, pagamentos devidos só para segunda feira.
Conhecemos o apartamento à luz de telemóvel. Nem deu para desfazer as malas. Eram para aí umas 3 da manhã quando a luz veio.
Quase todas as casas têm grades nas janelas e algumas vivendas com muros electrificados. O nosso apartamento apesar de ser no 2 ou 3 piso também tem grades e cadeados na porta.
Domingo de manhã, lá fomos nós conhecer um pouco de Maputo a pé.
Primeira paragem, padaria/pastelaria para tomar o pequeno almoço. Duas Ucais e uma torrada que custaram 60+60+30 meticais. 100 meticais é igual a 2.5 euros, portanto, sensivelmente o mesmo preço de Portugal. Nada mau.
Além de ser domingo e estar muita coisa fechada havia também muitos restaurantes que estavam encerrados por falta de electricidade.
Tinham-nos dito que havia também um shopping ali perto para poder ir ao supermercado.
Foi então que tivemos o primeiro encontro com os vendedores de rua. Vinha com intenção de comprar umas pinturas e logo aparece um com os baquitis, acho que é assim que se diz, e lá fiz a minha primeira compra. Basta uma pessoa parar para falar com um que aparecem logo mais e depois não largam, hehehe, mas tudo na boa.
Casas bonitas, árvores espectaculares, povo amigável. É um País maravilhoso com muito por explorar e evoluir mas muito mal tratado.
Quando estávamos para almoçar e à procura de restaurante, ao ver um com um aspecto interessante, demos com o grilo outra vez também para almoçar. Já tinham ido ao apartamento à nossa procura mas não estávamos.
Pizzas muito boas e de repente vejo-me a beber coca-cola com gelo. Sabe bem, que se lixe, mas convém controlar.
Preço de uma pizza e duas coca-colas, 550 meticais, também nada mau.
De seguida, o Pedro Moita foi dar uma volta connosco por Maputo. Aquela avenida à beira do mar, sem palavras. Não se pode tomar banho porque os esgotos drenam para lá, mas apenas para os estrangeiros porque estava cheio de negros que aproveitam o domingo para fazerem piqueniques.
Depois fomos com eles ter com outro colega nosso que estava a lanchar numa marisqueira, mais umas colas e conversa. Lá se falou de polícias.
Orientaram-nos para o jantar num restaurante perto da casa de uma pessoa de coimbra, onde se come bem e nada caro.
No caminho, o grilo foi connosco ao supermercado para fazer algumas compras para casa. Quando cheguei ao carro, ele estava a falar com uma pessoa que me pareceu conhecida. Era o Francisco Faria, irmão do João Faria da solum que está em prospecção de mercado, vindo do Dubai.
Lá fomos nós para o restaurante às 8h para comer e aproveitar para ver o benfica e o porto.
Arroz de marisco, ai pois é.
Acabou de chegar o prato e outra vez a falta de luz, hehehehe. Custo da refeição, 600 meticais.
Ao pé de nossa casa fomos abordados por 2 polícias de espingarda em punho a pedirem-nos o passaporte e visto. Ok, tudo bem mas já se estavam a bater à oferta. Virámos costas e entrámos no prédio com eles a falarem em café. Segundo as conversas tidas com os nossos colegas, parece que eles pedem algum dinheiro para tomar café como pagamento.
Acabados de chegar a casa e com luz começo a desfazer as malas. Ohhhh, outra vez falta de luz. Claro que agora já estávamos prevenidos porque tinhamos comprado velas para o caso de voltar a acontecer.
Neste momento são 23h e estou a escrever à luz das velas.
Amanhã vamos conhecer as instalações da empresa, conhecer o patrão e o director geral e iniciar todo o processo de trabalho.
Hehehe, veio outra vez a luz e por hoje chega.
Até à próxima.
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013
De Moçambique para o Mundo
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2 Ucais e 1 torrada cá em Portugal é bem mais do que 2,50€. Só a Ucal custa mais de 1,50€ cada...
ResponderEliminarE olha lá o gelo....facilita, facilita!!!
Acabei de ler a tua publicação e só li sobre comer!! Só pensas nisso? Foi PA, Almoço de seguida e nem a digestão estava feita já estavas no lanche e do lanche saltaram para 4 horas!!!!! (2 jogos seguidos) de jantar!??? Caramba!! Deves estar um boi!! Loool :p :p :p
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